Encontre-se

25/01/14

Big bitch, Amanda. - 10.

                 Summer days

Depois de uma noite de sono conturbada, com os soluços da Caroline, amanheceu. Eu me levantei sem nem reclamar ou ficar parada pensando como das outras vezes, estava ansiosa.

Deixo a Carol dormindo, calço algum sapato e desço, encontro, meu pai no sofá abraçado a Lizzie. Quanto mais eu desço, posso ver o que toda família esta fazendo, as empregadas se mexem com muito ânimo na cozinha, aconteceria algo especial e eu não sabia?!

Igor brincava com Savannah, meu padrasto fazia Guilherme dormir, e minha mãe estava sentada em um canto, com uma xícara de chá na mão. Eu sentia pena dela. Ela até podia ter se descontrolado, mas foi por amor á Carol. Ela só não queria ficar sozinha.

Resolvi me sentar perto do meu pai e Lizzie, eles falavam algo sobre obras.

- O que vamos mudar na casa dessa vez? - digo, me jogando no sofá.

- Algumas mudanças básicas. - disse Lizzie animada olhando os projetos.

- Espero que isso não envolva outro hotel. - disse virando meu olhar para o meu celular que tocava, era a Sarah.

- Até que enfim você atendeu, Anitta!

- Desculpa se algumas pessoas diferentes de você, dormem, durante a manhã.

- Engraçada você. Mas enfim, não é hoje que a Amanda e o Matheus chegam? - ela disse com um tom de animação na voz.

- Sim, eu acho. Se eles não morrerem no caminho.

- Credo, Anitta! Bate na madeira. - eu não bati.

- Ok, ok. Mas porque, você quer saber?

- Pra saber se você me quer ai.

- Claro que quero, era pra você ter dormido aqui. Não sei porque não dormiu.

- O Matty deu um escândalo aqui porque eu passava tempo demais longe dele e afins. Resumindo, passei a noite com ele.

- Hm, me trocou pela cama do seu namorado? Bom saber, bom saber.

- Ciumenta! Mas tá, em uma hora ou menos eu tô ai.

- Ok. - desliguei o telefone e fui pro banho, afinal, não poderia receber os dois do jeito que estava.

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Já era meio dia, e já estávamos almoçando, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, todos se falavam, claro, com um pouco de incomodo quando falavam com a minha mãe. É claro, que todos os que se dizem adultos nessa casa, devem ter discutido pela manhã, enquanto dormíamos, assim, tudo voltaria ao normal.

Sarah já havia almoçado e estava tomando sol na piscina com a Caroline, que não estava com fome, afinal é verão e o dia está lindo. Eu cheguei na piscina vendo as duas quase queimando sem o mínimo protetor solar.

- TÁ FEDENDO A QUEIMADO ISSO DAQUI! - berrei para assustar as duas, que deram uns pulinhos da cadeira. 

- Idiota! - Sarah botou o dedo do meio pra mim.

- Que falta de educação, garota. Pra uma garota da Califórnia, loira e bronzeada, tá mal-educada.

- Vá se foder, Anitta Louise! 

- Eu amo essa casa. - disse Carol, enquanto lia algum livro de vampiros ou coisa e tal.

- Isso é quase um reality show. 

- Quase? - Sarah perguntou com certo deboche na voz.

- Ok, é um.

- Nós podíamos ir fazer compras á noite né? Preciso de umas novas roupas pra me acostumar com esse lugar. - Carol dizia levantando os óculos, e os botando na cabeça.

- Aham, pra se acostumar com o lugar. - ela deu uma piscada. - Vamos pra água? - perguntei tirando a blusa, e o shorts. As duas já estavam só de biquíni.

- Só se for agora. - Sarah se levantou. Carol continuou ali.

- Vamos lá, Caroline. - eu a chamei.

- Não quero. 

- Opa, opa, opa! Sabe o que acontece com gente que diz que não quer se molhar perto da gente? - Sarah disse amedrontando Carol, que se encolheu. - A gente ás joga na água.

- Não, gente, por favor, não.

Corremos até ela, eu segurei os pés e Sarah ás mãos, até que íamos joga-lá na piscina e meu pai chamou meu nome.

- Anitta! 

Joguei a na água e corri para dentro.

- Fala, pai. - levantei a cabeça e vi ali na minha frente, Amanda e Matheus.

- Seus amigos chegaram. - ele disse se retirando da sala. - Sintam-se em casa.

- Graças a deus, Anitta, você tá viva! - ela correu até mim e me abraçou, eu não retribui o abraço, apenas fiquei paralisada. - Agora me diga um bom motivo para não responder as minhas mensagens.

- Não aja assim. Não está tudo bem entre nós, e você sabe disso. Eu chamei os dois porque eu os considero importantes mesmo estando magoada como eu estou. Isso não significa que os perdoei, pelo tipo de traição que me fizeram. Agora se vocês estiverem com fome, a cozinha é ali. Agora venham, eu vou mostrar o quarto.

- O quarto? Mas somos dois. - Matheus disse.

- Achei que vocês não teriam problemas em dividir o quarto. - subi as escadas e os dois vieram atrás de mim, apresentei a eles cada cômodo e depois me retirei, dizendo que eu estaria na piscina, e que eles poderiam ir lá se quisessem.

- Eles chegaram.- eu disse me aproximando de onde Carol e Sarah estavam.

- Amanda e Matheus? - eu afirmei com a cabeça, e ela correu lá pra dentro enrolada em uma toalha.

- Você tá bem com isso? 

- Eu não sei. - ficamos em silêncio por um tempo.

- Olha se não é a vadia que roubou a minha amiga. - Amanda apareceu acabando com o silêncio.

- Vadia é quem traiu a Anitta com o ex-namorado. 

- Só esse argumento?

- É um grande argumento. 

- Prazer, me chamo Amanda e você? Ah, é cadela.

- Eu me chamo Sarah e você deve ser a Big Bitch, Amanda. 

Este seria um longo mês.

16/01/14

Mãe descontrolada. - 9.

                   Untitled | via Tumblr

São quase nove horas, e eu preciso estar pronta pra anunciar pra minha mãe que a filha mais nova dela, não quer mais morar com ela, e quer se mudar pra outro país, pra morar com o seu pai. Eu não sei se ela vai aceitar isso, ou se ela vai surtar, chorar, espernear, eu não sei como eu reagiria, como ela reagirá.

E o problema é que eu não posso desapontar a Carol, dizendo que não vou dizer mais, e se eu não disser ela vai pra lá, viver infeliz, e eu ficarei com o peso na consciência, então, sim, eu vou dizer isso pra minha mãe e ela terá de aceitar, é a escolha da minha irmã.
 
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São nove e um. Nós estamos todos sentados, Carol do lado da minha mãe e do meu pai, eu no outro canto, ai meu deus.

- Vocês acreditam que quando eu era pequena sonhava em ter uma família grande? - minha mãe dizia sorrindo, enquanto comia alguma coisa que por sinal, era ruim só de olhar.

- Sonho realizado. - disse meu pai, que por sinal estava sem graça, ele sabia que a Lizzie e a minha mãe se davam bem, mas isso não amenizava o clima, que havia lá.

- Mas então, o que tem nessa comida que á faz tão ruim? - Igor comentou, enquanto olhava o prato com desprezo.

- Lizzie que inventou. - minha mãe disse rindo.

- Eu não sei, li em uma revista, li que era chique, pedi pras empregadas fazerem, mas, nem eu aguento. - ela soltou os talheres. Todos começaram a rir, aquele negócio era muito ruim, e eu aproveitando o clima descontraído, comecei a falar.

- Mas então, mãe. - falei séria. - Eu e a Carol, conversamos hoje de tarde, durante um tempo, e ela acha que seria uma boa ela passar um tempo aqui, comigo. - eu só levantei o olhar, e a vi, paralisada em choque, olhando para mim, e revezando para olhar para a Carol.

- Como assim?! - ela falou sem acreditar no que eu estava dizendo. - Vocês duas vão me abandonar? É sério isso, Caroline? O que seu pai tem pra vocês, que eu não posso as dar? Ele já me tirou a Anitta e agora você vai também? Pois se quer ficar, fique, Caroline. Fique! - ela saiu da mesa, e dava pra ver que algumas lágrimas escorriam. Eu não queria magoá-la, a Carol não queria. Carol se levantou e foi atrás da minha mãe.

- Não entendo porque Vera fica assim, todas as vezes que uma de vocês diz que quer morar comigo. - meu pai disse limpando a boca.

- É coisa de mãe, Rodrigo. Eu também não ficaria bem em deixar Savannah ficar aqui sem mim. - Lizzie dizia para o meu pai.

- Mas as filhas também são minhas. 

- Pai, sem discussões agora, por favor. Eu vou lá ver como ela está. - me levantei da mesa indo em direção ao quintal.

- MÃE VOCÊ TEM QUE ACEITAR QUE EU NÃO SOU MAIS UM BEBÊ! E TAMBÉM SOU FILHA DELE! 

- MAS É MINHA FILHA TAMBÉM, PASSOU ANOS MORANDO COMIGO E AGORA DO NADA QUER VIR PRA CÁ, ME DIGA O QUE ACONTECEU, CAROLINE.

- Eu cansei. - ela disse, em um tom mais baixo. - Você só me trata mal, eu, eu não aguento mais, mãe. Não me dá atenção, não dá, não dá. Eu quero vir pra cá, ficar um pouco mais com a Anitta, conhecer meu pai, meus irmãos, minha madrasta, e você ainda tem o Guilherme e o Antônio, não ficaria sozinha. 

- MAS VOCÊ TAMBÉM É MINHA FILHA, E VOCÊ NÃO VAI FICAR AQUI.

- NEM ASSIM VOCÊ SE CONVENCE QUE VOCÊ NÃO É UMA BOA MÃE, VOCÊ É UMA MÃE DE MERDA, PORQUE VOCÊ ACHA QUE A ANITTA VEIO PRA CÁ? FUGIU DE VOCÊ E O PAPAI TAMBÉM, DAQUI A POUCO O ANTÔNIO FOGE COM O GUILHERME E AÍ SIM VOCÊ VAI FICAR SOZINHA, PORQUE VOCÊ É INSUPORTÁVEL. - minha mãe apenas a deu um tapa no rosto, que reproduziu um estalo audível em toda a casa, pois toda a minha família apareceu. E ela ficou a segurando pelo braço. - VOCÊ VAI VIR PRA CASA COMIGO.

- Você está completamente descontrolada, mãe. - Caroline chorava nos braços dela. - ME SOLTA!

- Solta ela, Vera. - meu pai apareceu correndo até lá, e empurrando minha mãe e puxando Carol pra perto de si. - Você nunca mais vai ver nenhuma de nossas filhas, eu vou pedir a guarda delas, você está louca mulher, você perdeu o controle.

- Vera, o que deu em você? - meu padrasto apareceu ali, ele estava dormindo, e parece que tinha acabado de acordar, mas deu tempo de ver a cena.

- Você não pode me tirar o direito de ver elas, elas saíram de mim, nove meses, lembra? Nove meses pra cada uma! Eu fiquei gorda, eu perdi tudo que tinha, amigos, festas, nem com minha mãe falo mais, por causa delas. Elas são minhas e você não vai tirá-las de mim. MINHAS FILHAS! - ela falava sendo segurada pelo meu padrasto e Igor.

- Eu não sou mais sua filha. - Caroline disse se acolhendo nos braços do meu pai.

- Você pode ficar aqui em casa, até a festa da Anitta, e depois por favor, suma da nossa vida. - meu pai disse puxando a mim e a minha irmã pra dentro de casa, e toda nossa família foi junto, menos minha mãe e meu padrasto.







11/01/14

Jenna : e agora ?




Me renovei em apenas um dia para receber uns dos maiores baques da minha vida no outro. 
Parece que foi tudo só para testar se eu seria forte o suficiente para aguentar o que supostamente estava por vir . Doença na família , meu avô ( não me recordo se já mencionei alguma coisa a respeito dele aqui ) está com câncer em praticamente todo o seu corpo , incluindo os ossos . Minha família está devastada , não é pra menos , ele é uma pessoa tal maravilhosa , tão forte , que ninguém nunca iria imaginar que algo desse tipo pudesse acontecer . Minha avó não sabe o que vai fazer depois que ele partir , ela irá ficar praticamente sozinha , dependendo da atenção dos filhos e netos . Isso é o que mais dói em mim , vê-la dessa maneira . Ele não sabe da gravidade do câncer , mas tem alguma noção de como tal está o matando . 
Hoje , recebi a notícia de que provavelmente ele não passasse de março . Minha reação foi " mas como assim ? Agora ele tem data de validade ? Como eu faço com a dor ? E agora ? " 
Só sabia chorar , queria ser forte e me manter bem mas não consegui , me desmanchei de uma maneira de dar dó ! 

E não vai ser uma simples dor , vai ser uma grande perda , vai levar meu coração junto . Tenho medo do que restará de mim ! 


Jenna . 






07/01/14

Jenna .


E agora ? As férias estão praticamente no meio , não fiz nada de muito produtivo até esse tedioso 07 de janeiro de 2014 . To chorosa , não quero sair de casa , se eu escutar uma música que me lembre alguém ( qualquer pessoa mesmo ) eu choro descontroladamente . Estou me obrigando a escutar músicas animadas para manter a harmonia interior , isso está me matando .
Literalmente não consigo me encontrar , parece que eu fugi para muito longe e não tenho data pra voltar . E eu posso imaginar que meu eu interior esta se sentindo bem melhor seja lá onde esteja , porque aqui onde eu estou agora , está deprimente , a beira da depressão ... músicas melosas começaram a tocar nesse exato momento na minha playlist , a vontade de sair de casa diminuiu muito , provavelmente vou ir na casa da minha amiga R só pra ganhar um abraço e me sentir melhor .

06/01/14

Desabafo da Jenna .



E do nada , aquele menino que eu não via ha alguns anos reapareceu em meu aniversário de quinze anos .Como que meu coração iria reagir a tanta emoção junta ? Como que eu não poderia pensar no meu "rolo" com o Henrique depois que cantarolaram o famoso "com quem será ? " ?

Me sinto inútil nesse momento , depois de passar mais de cinco horas assistindo a primeira e a metade da segunda temporada de Awkward , uma serie que me fez mudar a forma de pensar ... fiquei com uma vontade enorme de ter um puta triãngulo amoroso no ensino médio ( desculpa pelo palavrão ... mas só ele define a continuação e da sentido a frase ) , não que eu queira ter algum relacionamente escondido com o boy magia da escola ... por ele achar melhor nínguém , absolutamente ninguém nos ver juntos porque meus pais me acusaram de ter cometido um suposto " suicidio " ...

05/01/14

Relutâncias da importância...-8.

                     ♥
Havia resolvido passar o dia com a Sarah na praia, mas sem a parte do banho de mar, íamos sentar em algum quiosque e ficar conversando, estava bem calor para ficar em casa. Sai de casa ás 16, Igor me deu carona, eu resolvi andar por lá e ver o que eu encontrava de bom.

E ao contrário do que pensa, Amanda não respondeu a mensagem, e eu ainda não decidi se devo chamá-los ou não, ela e Matheus ficam publicando indiretas para mim, como se eu não soubesse ler ou não fosse amiga deles no facebook.

Sarah chegou logo depois e ao contrário do que eu imaginava, ela trouxe o Enzo, meu ex-namorado, eu acho que nunca contei que tive um depois do Matheus, mas ele acabou se tornando uma das melhores pessoas que eu já conheci em toda a minha vida, só espero que ele e Sarah não estejam ficando.

- Tenho uma coisa pra perguntar pra vocês dois, é uma dúvida e acho que vocês vão me ajudar muito. - soltei meu suco na mesa, e suspirei.
- Pode falar! - Enzo disse saboreando sua água de coco.

- Aquela minha amiga Amanda, e meu ex-ex-namorado Matheus, estão ou estavam ficando, e eu os peguei no flagra, e agora eles ficam mandando mensagens de desculpas e e afins, eu mandei uma de volta e eles não responderam mais, e agora estou em dúvida se os convido ou não para a minha festa de aniversário, já que eu os considerava muito.

Os dois se olharam pensativos, olharam o mar, voltaram o olhar para mim, até que Sarah falou.

- Eu acho que você devia convidar os dois. - ela disse séria, como é poucas vezes em sua vida.
- O que te levou a achar isso?

- É claro que vai acontecer a questão dos dois pensarem se vem ou não, você mandando o convite vai mostrar que superou, coisa que não fez, mas vai fazê-los pensar que você deu a volta por cima. 
- Por isso, você é a menina das ideias. - sorri para ela. - E você Enzo, o que acha?

- Acho que deve convidar a menina e ele não. - ele olhou para mim com um olhar de pervertido que eu percebi que não era destinado a mim.
- Safado! Mas agora eu vou em casa, quero que eles cheguem o mais rápido possível. E quero que eles fiquem na minha casa, para terem de conviver comigo durante duas semanas.

- Você tá louca pra brigar! - Sarah disse sorrindo.
- Talvez. Beijos. - peguei minha bolsa e saí dali, olhando várias vezes para trás para ver se eles não estavam se pegando.

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- Pai, pode comprar as passagens do Matheus e da Amanda, decidi que os quero aqui. Ah, e quero eles aqui em casa. - disse isso enquanto entrava no escritório, aonde ele se encontrava trabalhando, como sempre.

- Eu peço para a Emily fazer isso. - Emily era a secretária dele. E sim, filha, eles podem ficar em nossa casa. - ele me olhou com um olhar sarcástico. - Mais alguma coisa?

- Você viu a mamãe? Ou a Carol? - eu perguntei já quase saindo da sala.
- Sua mãe saiu com a Lizzie, foram ver coisas para os bebês. Carol está lá em cima, falando com alguém no celular. 

- Obrigada. - sai correndo, e fui até lá em cima, iria mostrar a melhor parte da cidade para Carol: o shopping.

- Maninha, vamos se arrumar, vamos ao shopping! Com o cartão do papai. - ela desligava o telefone. 
- O papai mandou você me levar? E deu o cartão dele? Que hilário! 
- Não, na verdade eu dei a ideia a mim mesma, e pedi o cartão dele. E porque é hilário?

- Achei que ele quisesse resolver 13 anos, com um cartão, e um shopping.
- Não se sinta assim, Carol. Você sabe, você ficou com a mamãe porque era pequena, não tinha como vir  com a gente, eu te chamei daquela vez em que eu estive lá, você não quis.

- Eu não vou fazer que nem você. Me mudar e largar tudo que eu tenho lá, namorado, amigas.
- Eu consegui tudo que eu tinha lá, aqui. E eles são até melhores que os de lá.

- Você conseguiu. Eu sou sua irmã, cópia defeituosa. Sou tímida, consegui um namorado descolado através da minha amiga, sem ela não seria nada, e vou simplesmente abandoná-la? 

- Carol, se são esses seus amigos e seu namorado que te prendem ao Brasil, sem problemas, você poderia comprar passagens para eles virem passar algum final de semana, as férias, você não pode se prender em um lugar aonde você está mal, por causa dos outros.

- Eu não estou mal na casa da mamãe.
- E tudo aquilo que você me disse, sobre, não ter atenção, não ser amada, e blá, blá, blá.
- Mamãe é assim e já me acostumei. E eu tenho o baby lá. - baby é meu irmão mais novo por parte de mãe, Guilherme. - Não posso pensar que aqui no papai seria diferente.

- Você teria a mim.
- E você acha que a mamãe deixaria eu vir pra cá?
- Você quer vir?
- Seria bom mudar os ares, conhecer gente nova, ficar mais tempo com você, com o Igor que parece ser bem legal, com a Savannah, e com a Lizzie que está grávida, e descobrir se o papai me ama mesmo.

- Então está feito! Eu vou pedir pra mamãe deixar você vir morar aqui hoje de noite no jantar.
- Eu te amo, Ani. - ela veio me abraçar.
- Te amo também, Caroline. 




14/11/13

Convido ou não? - 7.

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Não vou dizer que estou afobada de tantas tarefas sobre uma festa que foi planejada inteira pela minha mãe, minha madrasta e pela Sarah, de princípio a festa só me tem como aniversariante. Desde que meus pais se separaram eu nunca mais tive aquele ânimo em fazer a festa de quinze anos, até que meu pai me disse, que aonde nós iriamos morar, não era essa idade que se comemorava, e sim os dezesseis, ele me deu um ano, se a vontade viesse fazíamos se não viesse esquecíamos, mas a vontade veio, e esse é o maior dos problemas.

Eu briguei com a Amanda e com o Matheus, e agora não sei se eles deverão vir, porque eu fui a única que ainda não deixei meu pai comprar as passagens deles. Mas a parte boa, é que a minha mãe e toda minha família estão vindo uma semana antes me ajudar em tudo, ou talvez só ficar mais próxima, já que a Carol também é filha do meu pai.

Eles chegam em poucas horas, e nós estamos arrumando a casa para eles, já que ela passa a maioria do tempo bagunçada, cheia de brinquedos de criança, bolas de futebol, e claro os meus livros. O meu pai e Lizzie mal passam tempo em casa, eles saem de manhã e voltam só pela noite. A rotina da minha família em geral é essa, Savannah passa o dia com a babá, Igor cursa a faculdade, eu passo o dia inteiro na praia com a Sarah.

E já faz mais de uma semana em que eu dei aquele surto sobre todos os meus problemas, e mandei aquela mensagem para a Amanda, e ela fez tudo que eu não queria, não respondeu. Eu acho que quando a gente xinga quem a gente tá brava, a gente espera que eles respondam, que nós briguemos e depois deu, nos desculpamos e seguimos em frente, mas quando a pessoa não responde, nos sentimos desprezados e jogados de lado, como eu fosse um "depois eu respondo", mas eu não era isso, até aquela visita eu achava ser a pessoa mais importante da vida dela.

Mas esquecendo todos os meus problemas, vou apenas me concentrar na vida que eu tenho aqui e saber se eu convido ou não Amanda e Matheus.